sexta-feira, 17 de julho de 2015

Jogos violentos incitam violência?


Um dos assuntos mais polêmicos com relação aos video-games, hoje em dia, é o nível de influência negativa que os jogos podem causar em crianças por todo o planeta.  Battlefield,  GTA, Call of Duty, Assassin's Creed e Mortal Kombat são apenas algumas das franquias de games mais citadas pela mídia como fontes de incentivo ao crime e violência.
Mas seria isso possível?  Alguém seria influenciado a ferir outras pessoas graças a pixels numa tela? Caso seja possível, quem é mais propenso?  Seu filho poderá se tornar um criminoso?
Em meio a tantas dúvidas, pais ficam cada vez mais confusos e acabam resolvendo esta situação da maneira mais simples possível: proibindo seu filho de jogar.  Não considero uma medida errada, visto que cabe aos pais determinar o que é lícito e ilícito aos seus filhos, porém acredito que deveriam analisar com mais calma antes de tomar tais decisões.


Pense comigo, você acredita que uma criança normal, com comportamento comum durante toda a infância, pode desenvolver vontade de cometer crimes quando adulta somente por conta de video-games?  Ou isso aconteceria com crianças que desde cedo apresentaram sinais doentios de sede por brutalidade e enxergam nestes jogos violentos, uma forma de extravasar essa perturbação?  Eu acredito muito mais na segunda opção!  Cabe aos pais também, conhecer a indole de seus filhos para que não sejam tomadas decisões precipitadas.
Outro ponto a se pensar, é o seguinte fato: se games realmente influenciam, poderíamos afirmar de igual modo que filmes, séries, novelas e até mesmo programas jornalísticos com foco em violência poderiam mexer com a mente das crianças? Sabemos que o mundo a nossa volta é repleto de agressividade, portanto, ao deixar acompanhar as notícias diárias, ou assistir um filme de super-herói (Batman: The Dark Knight, por exemplo), estariamos permitindo todo esse processo de iniciação ao crime?


Ao meu ver, coloca-los em uma bolha, longe de tudo, é pior ainda.  Só despertará a curiosidade de ver o que não os permitem ver e, quando menos esperar, seu filho está jogando "aquele jogo" na casa do amiguinho ou assistindo gameplays no YouTube.
Acredito que educar e mostrar o caminho certo é essencial.  Muitas vezes, uma postura mais firme é necessária realmente.  Porém, é bom saber a hora certa (dependendo da idade do filho) de demonstrar confiança tanto no jovem, como na educação que lhe foi dada.


Gabriel Bergamascki

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